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Como aliviar a dor do parto com recursos não farmacológicos?

Imagine a cena número 1: a gestante sente contrações bem fortes e longas a cada 3 ou 4 minutos. Está em trabalho de parto numa sala com muitas luzes frias, ar condicionado ligado, pessoas estranhas entrando e saindo do local. Ninguém permanece a seu lado; ela está sozinha tentando lidar com aquelas ondas que ficam cada vez mais intensas. Dizem para ela ficar deitada na maca e não gritar, sem dar explicações sobre o que está acontecendo. Agora a cena número 2:

Sobre a importância da preparação para o parto

Você tem um obstetra em quem confia e disse a ele que quer ter um parto normal. Ele falou com você sobre o parto? O que esperar em cada fase do trabalho de parto, a fisiologia do corpo da mulher, as intervenções e suas consequências? Se não abordou nenhum destes temas, fique de olho! A preparação é fundamental para a gestante conseguir o parto que deseja – principalmente no Brasil, onde o parto normal é minoria.

O mito do cordão enrolado

Quantas vezes você já ouviu ou leu a frase “teve que ser cesárea porque o cordão estava enrolado no pescoço”? Esse é um dos inúmeros mitos que levam a falsas indicações de nascimentos por via cirúrgica em nosso País – e infelizmente aparece com muita frequência. A circular de cordão é um achado fisiológico, ou seja, não há anormalidade nele – nem nada que impeça um parto normal.

Sobre obstetras, doulas e o “empoderamento” feminino

“Meu obstetra, infelizmente, não aceita o acompanhamento de doula.” Essa frase foi dita por uma gestante que me procurou, inicialmente, para ter mais informações sobre meus serviços e valores cobrados. Passados alguns dias após a primeira troca de e-mails, recebi a mensagem acima e fiquei muito triste. Não porque eu não iria acompanhá-la, mas porque ela teria que parir sozinha, e sozinha brigar com um sistema que é muito maior e mais forte que nós.

Minha bolsa rompeu…e agora?

Muitas dúvidas existem quando falamos no rompimento da bolsa das águas, a membrana que envolve o bebê dentro do útero. Em termos estatísticos, em aproximadamente 85% dos casos, a bolsa rompe espontaneamente durante o trabalho de parto; em cerca de 15%, a ruptura da bolsa acontece antes do início do trabalho de parto, ou seja, quando a mulher ainda não está sentindo nada; e raramente o bebê nasce “empelicado”, dentro da bolsa (1%).