PARTO É UM PROCESSO NATURAL E FISIOLÓGICO

que se inicia no final da gestação e é caracterizado por contrações
uterinas ritmadas que fazem o colo uterino se dilatar, o bebê atravessar
a bacia pélvica e o canal de parto e, por fim, nascer. Parto também é uma
oportunidade única de se entregar, de perder o controle, de sentir seu corpo
agindo intensamente e com autonomia.

A HUMANIZAÇÃO DO PARTO

é feita de atitudes. Seja em casa, no hospital ou em casa de parto,
os profissionais que fazem parte desse movimento acreditam na fisiologia
do corpo da mulher e em um processo de nascimento mais amoroso e mais digno.
O conceito de humanização pressupõe respeito ao protagonismo feminino,
sempre utilizando as melhores evidências científicas.

O PAPEL DA DOULA

é oferecer suporte emocional, físico e informativo antes, durante e após o parto.
Ao dar encorajamento, conforto e tranquilidade, a doula proporciona uma experiência
mais positiva de todo o processo de nascimento. Ela ajuda a mulher a lidar com as
contrações, com recursos que vão de massagens e sugestão de posições a uma palavra ou olhar confiante.

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Sou Carla Dieguez, mãe de dois, esposa, dona de casa, doula, educadora perinatal, consultora de amamentação e jornalista. Tive uma cesárea indesejada e um parto natural transformador. Me apaixonei pelo universo da humanização do parto na busca pelo meu VBAC (vaginal birth after cesarean section/parto normal após cesárea).

Descobri o protagonismo feminino, o respeito pelo corpo da mulher e sua capacidade de parir, a busca por um nascimento mais suave. Isso mudou minha vida e minha forma de enxergar a maternidade. Mudou tanto que decidi, após muitos anos trabalhando no mercado corporativo, trilhar novos caminhos para poder ajudar mulheres na incrível jornada de gestar, parir e nutrir.

Acredito no parto como um evento fisiológico repleto de significados simbólicos. Acredito numa transição suave e respeitosa para o bebê que está chegando a este mundo.

Uma palavra às mulheres

Sejam protagonistas da sua história. Informem-se. Acreditem no poder do seu corpo. Ninguém é menos mãe por ter feito cesárea ou por não ter amamentado seu filho; medir amor é uma bobagem imensa que só serve para iniciar discussões sem sentido. Mas se todas as mulheres soubessem o que é sentir seu filho nascer, de forma natural, por um esforço conjunto da mãe e do bebê!

Parir um filho é uma experiência intensa e transformadora, um verdadeiro ritual de passagem. É um instante que não volta mais. Ou você vive isso – com tudo o que vem junto, com as dores, os gritos, o suor e o poder de ser dona das suas vontades – ou você deita na mesa cirúrgica, é anestesiada e seu bebê é extraído de sua barriga. E você vai amar esse bebê com todo o seu coração.

Mas o instante mágico de receber seu filho no colo imediatamente após nascer, ter as mãos livres e o corpo inteiro para acalentar, abraçar, beijar, amamentar, sentir o cheiro, o toque, a pele quentinha de alguém que acabou de chegar neste mundo – esse instante não volta mais. Esse momento deve ser respeitado, pois ele é seu e do seu bebê – não é do obstetra, nem do pediatra, nem da enfermeira. Por isso, lutem por ele!

Consumo de tâmaras na gestação acelera o parto?

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Alguns obstetras que conheço vinham indicando tâmaras para as suas pacientes como forma de ter um parto mais rápido. Mas isso tem comprovação científica? A resposta é sim! Estive nos últimos quatro dias imersa no Siaparto – VI Simpósio Internacional de Assistência ao Parto. Em uma das palestras, a médica Ana Thais Vargas apresentou uma metanálise bem recente, de 2019, reunindo estudos realizados com 921 mulheres, em gestações com fetos únicos e cefálicos (posição de cabeça para baixo, mais comum para nascer). Conclusões: a ingestão de 50 a 100 gramas de tâmaras por dia, a partir de 36 semanas de gestação, por no mínimo 20 dias, levou a: – menor duração do primeiro estágio do trabalho de parto, ou seja, a fase de dilatação (latente, ativa e transição aí incluídas); – menor duração da gestação; – dilatação mais avançada na admissão hospitalar. O mecanismo de ação das tâmaras ainda é…

Recomendações da OMS: cuidado intraparto para uma experiência positiva de nascimento

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No último domingo terminou mais uma edição do Siaparto – V Simpósio Internacional de Assistência ao Parto, aqui em São Paulo. Das cinco edições, participei de quatro, e sempre são dias de muito aprendizado e troca de experiências. Acesso a informações embasadas em evidências científicas (e não em “achismos” ou opiniões pessoais) para proporcionar às mulheres autonomia e protagonismo sobre seus próprios corpos. Uma das palestras que assisti foi sobre as novas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o trabalho de parto.

Meu bebê está sentado…quais são minhas opções?

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Começo este post contando para vocês que tive dois filhos pélvicos (sentados) – ou quase, já que um foi “virado” com 33 semanas pela minha obstetra humanizada. No entanto, essa minha estatística não é nada comum. Somente 7% dos bebês estão sentados na 32ª semana de gestação e apenas 4% dos bebês chegam à 37ª semana nessa posição. Ou seja: a grande maioria se posiciona de cabeça para baixo, na posição cefálica. Portanto, nada de alarme antes da hora!

Um caminho especial

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Ontem completei 50 partos que atendi como doula. Em cada um deles, aprendi tanto sobre superação de limites, cura de feridas, entrega, perseverança, cumplicidade, medo e coragem. Acompanhar uma mulher em trabalho de parto exige tanta delicadeza! As 50 mulheres que tive a honra de ajudar a colocar um bebê no mundo me mostraram que cada parto é único e, por isso, meu olhar deve ser atento ao que cada uma precisa.

Carla Dieguez

Doula – Educadora perinatal

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