Relato de parto do Henrique

Escrevo esse relato 32 dias após o momento mais incrível e transformador da minha vida, o parto do Henrique. Antes de falar do parto em si, queria contar um pouquinho do que nos levou aquele momento. Primeiramente, descobrimos a gestação com 21 semanas. E, se você estiver se perguntando, como é possível? Calma, vou explicar. Tenho ovário policístico e a minha menstruação é super irregular. Além disso, tenho gastrite, o que me fez acreditar que todos os enjoos eram consequência disso. Fiz o teste de gravidez no início dos sintomas e havia dado negativo. Com crescimento do abdômen, resolvi refazer o teste e para a minha surpresa o resultado foi positivo.   Para aderir a uma rotina mais saudável, pesquisei na internet locais que ofereciam aulas de yoga e encontrei a Casa Moara, que, além das aulas de yoga, ministrava palestras informativas totalmente gratuitas. Logo, arrastei meu marido para assistir a uma dessas palestras e foi lá que conhecemos a minha doula Carla Dieguez.

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Relato de parto do Bernardo, por Emilia

Tudo começou em setembro de 2018, quando, assim como quem não quer nada, Bernardo resolveu entrar nas nossas vidas. Exatamente como na minha primeira gestação (da Manu), engravidei muito rápido. Claro que é muito bom, mas acabo tendo dificuldade de realizar que realmente estou grávida! Iniciei o acompanhamento com a minha ginecologista e obstetra da época, que foi a mesma que quase fez o parto da Manu, mas como fomos para Salvador ela nasceu com um outro GO (ginecologista e obstetra) de lá. Tinha na minha cabeça uma certeza: dessa vez tinha que ser parto normal! A Manu quase foi; entrei em trabalho de parto, foram 12 horas entre saída do tampão e muitas contrações, mas no final, como ela não estava bem posicionada, acabei realizando a cesárea. Um pouco de desconhecimento meu na época sobre este tema do posicionamento, mas enfim.

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Nascimento da Nina, por Renata

Consulta sim, consulta não, eu perguntava ao obstetra como eu saberia a hora certa do parto e ele, na maior serenidade, sempre respondia: você saberá. Ele tinha razão! Aquela noite tinha sido diferente, agitada como nos últimos dias, eu sem posição por conta do barrigão, mas com sensações novas. 7:00 Pela manhã comecei a sentir algumas dores nas costas, eram contrações, mas não estavam ritmadas. Eu estava bem sensível, emocionada, chorosa. Meu marido se propôs a ficar em casa comigo, mas embora internamente eu quisesse, achei melhor deixá-lo ir ao trabalho. Podia ser só mais um dia de sensações diferentes. No final da tarde tínhamos consulta com o obstetra e nos encontraríamos. Passei o dia com dores, que iam e vinham. Em algumas delas eu precisava me concentrar, mas segui a vida: fiz unha, depilação, almocei, conversei com minha doula Carla Dieguez e fui ao médico.

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Parto do Benjamin

Desde minha juventude me interessei sobre questões existenciais, mas isso cresceu quando minha mãe (jornalista) fez uma matéria sobre partos e abordou a cesárea, o normal e o natural. Achei interessante. Algum tempo depois assisti o documentário Renascimento do Parto e fiquei encantada pelo assunto. Eu, que tenho pavor de agulha, vi uma alternativa respeitosa à comum cesárea. Então estudei bastante e tudo fez mais do que sentido, somos animais acima de tudo, e a natureza é sábia. Em 2015 engravidei. Como já queria, eu tinha uma ginecologista obstetra que dizia fazer o natural. Com o passar das consultas do pré-natal, e algumas perguntas chave feitas por mim e pelo meu marido, vimos que algo estava estranho. Depois de mais pesquisas, soube que ela costumava fazer mais cesáreas que o recomendado e era intervencionista. Por fim cheguei à Dra. Andrea Campos, obstetra humanizada, com seis meses de gestação. Em seguida, após encontros com doulas, conheci a Carla Dieguez e fechamos a doulagem!

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Nascimento do Antonio

Antes de engravidar, confesso que nunca tinha pensado em como seria meu parto, nem imaginava que passariam tantas questões e inseguranças em minha cabeça… Moro em Fernando de Noronha e aqui não temos maternidade – nem é permitido ter parto domiciliar – então uma coisa eu sabia: meu filho iria nascer em São Paulo. Quando contei para todos que estava grávida, um anjo me acolheu e se ofereceu para ser minha doula. Carla Dieguez, a Carlinha, é uma amiga antiga e desde aquele dia me ajudou muito à distância, me amparou, me passou muitas informações e, depois que decidi pelo parto humanizado, me deu todo o apoio que precisei, mesmo que de bem longe, para encontrar o lugar e a equipe de profissionais. Cheguei em São Paulo com 33 semanas de gestação e fui à primeira consulta com a obstetra que a Carlinha indicou.

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Francisco chegou

O Francisco nasceu no dia 03 de setembro, dia do biólogo – o que para mim tem um grande significado já que eu sou bióloga. Naquele dia acordei com uma cólica fraquinha. Como eu tive alguns alarmes falsos não me empolguei muito… Mas algo estava diferente. Eu estava inquieta. Passei a manhã toda andando de um lado para o outro procurando alguma coisa para fazer. Chegou a hora do almoço, meu marido João e meu filho mais velho (João Pedro) vieram almoçar comigo. Eu comi feito um leão que não vê comida há dias. A colicazinha não passava e eu comecei a achar que poderia ser que o Francisco resolvesse nascer naquele dia. Ou melhor, que o bebê resolvesse nascer, porque até aquele momento eu não sabia se era um menino ou uma menina. Escolhi não saber o sexo. Avisei meu marido que era melhor ele trabalhar em casa.

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Chegada do Téo

Desde que engravidei do meu primeiro filho tinha o sonho de ter um parto normal. Porém, com 35 semanas de gestação, ao fazer um ultrassom (US), foi detectado que o líquido amniótico estava baixo. Para agravar o Lorenzo estava pélvico, e com 37 semanas e 2 dias o meu filho nasceu de cesárea. O sonho de um parto natural permanecia, e na minha segunda gestação estava determinada em levar esse sonho adiante. Já na primeira consulta com a obstetra informei minha vontade. Ela iria fazer o parto normal, desde que tudo evoluísse bem. Assim, comecei a frequentar os grupos de gestantes da Casa Moara. Após assistir o filme “O Renascimento do Parto”, meu marido e eu decidimos contratar uma doula para nos acompanhar, a Carla Dieguez. Outra decisão importante foi o contato com um neonatologista humanizado para assistir o parto.

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Bem-vindo, Bernardo (e a história da doula Carla)

A história do parto do Bernardo teve início há muito tempo, mesmo antes do nascimento da Luisa. Por isso decidi começar este relato contando como veio ao mundo minha primeira filha. Luisa foi concebida de forma planejada e desejada. Engravidei com 35 anos, no segundo mês de tentativa. Minha gestação transcorreu normalmente. Consultas com obstetra e ultrassonografias de rotina, tudo ótimo, exceto pelo fato de que minha bebê estava sentada dentro da minha barriga, o que impossibilitaria – segundo minha visão e informação naquela época – um parto normal. Eu queria muito o parto normal. E, assim como muitas mães cujos relatos preencheram a gestação do Bernardo, eu achava que bastava querer. Pratiquei yoga durante toda a gravidez, fiquei na posição invertida para ajudar a Luisa a virar, coloquei travesseiros debaixo dos quadris antes de dormir.

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